A simbologia e os enigmas do labirinto

Autores

  • Luís Filipe Marques Pinto

Resumo

Devido à sua incompletude e imperfeição, é provável que o Homem, desde sempre, se tenha sentido atraído pelo desafio de se ‘perder’, para ter a oportunidade de se ‘encontrar de novo’, de forma mais plena e duradoura. Estamos convencidos de que não existe nenhum artefacto mais eficaz para cumprir esse fim do que o labirinto. Com efeito, os labirintos exercem sobre nós um fascínio inexplicável que persiste ao longo da vida e se manifesta na vontade inconsciente de nos auto-desafiarmos e que nos impulsiona a percorrê-los.

O tipo de labirinto que nos interessa especialmente e que será objeto de estudo no âmbito deste trabalho corresponde a uma estrutura de complexidade e extensão variáveis, mas que é constituída por um único percurso que liga o exterior ao centro, onde deverá ter lugar uma paragem mais ou menos breve. O tipo de labirinto em foco não nos conduz a becos sem saída precisamente porque é constituído por um único percurso, que liga o exterior ao seu centro – percurso que deverá ser percorrido nos dois sentidos.

Os labirintos podem ser construídos com as técnicas e os materiais mais diversos e assumir formas e dimensões muito díspares. Os labirintos exteriores executados com arbustos aparados são, na nossa opinião, os mais belos, mas exigem uma manutenção intensa e permanente. Os labirintos interiores que mais nos fascina são os que se encontram no interior das catedrais.

O universo do labirinto é vastíssimo. Devido à abrangência do tema, prescindimos de o dissecar nas suas múltiplas vertentes, optando por nos centrar na simbologia do labirinto e fixando como objetivo principal fazer desabrochar o interesse do leitor para esse mundo deslumbrante.

Palavras-chave:

Labirinto, Dédalo, Simbologia

Biografia Autor

Luís Filipe Marques Pinto

Arquiteto, Professor Auxiliar de Geometria, Materiais e Sustentabilidade, na Faculdade de Arquitetura e Artes da Universidade Lusíada - Norte.

Referências

Labyrinth Company (https://www.labyrinthcompany.com/).

LONEGREN, Sig. 2007. Labyrinths – ancient myths and modern uses. 4.ª ed. Glastonbury: Gothic Image Publications.

McLUHAN, T. C. 1995. The way of the earth: encounters with nature in ancient and contemporary thought. 1.ª ed. New York: Touchstone.

VILLETTE, Jean et al. [1983?]. Notre-Dame de Chartres – L’enigme du Labyrinthe. [s.n.]. [s.l.]. Imp. Chauveau.

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Publicado

2017-11-29

Como Citar

Pinto, L. F. M. (2017). A simbologia e os enigmas do labirinto. Revista Arquitectura Lusíada, (8), 29–48. Obtido de http://revistas-prod.lis.ulusiada.pt/index.php/ral/article/view/2461

Edição

Secção

Artigos